domingo, 20 de março de 2011

Iemanjá! As várias faces da Rainha do Mar


Sua imagem é originalmente composta por uma mulher de cor negra, imponente, com os seios a mostra, como que ofertando-os a todos os filhos, amparando-os, e deixando evidente a mãe bondosa que é! Naturalmente que sua representação teve de sofrer alterações para que os cidadãos negros pudessem continuar a cultuá-la. Sua imagem, hoje conhecida com um longo vestido de um tom suave de azul, cobrindo-lhe corpo inteiro, sua cor branca, seus traços angelicais, seus longos cabelos escuros, são adaptações que, "branqueando" esta deusa, significam a resistência dos povos afro-brasileiros, bem como sua genialidade em permanecer prestando homenagens à sua deusa-mãe, sem serem importunados e perseguidos pelos homens brancos, e suas religiões de matriz européia.
O site http://produto.mercadolivre.com.br traz a seguinte informação:



Imagem recolhida junto ao site:

  Iemanja é muito popular no Brasil!Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes. Seu axá é assentado sobre pedras marinhas e conchas, sendo também considerada a protetora dos pescadores. Na Africa, ela é representada como uma matrona, de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda.
As duas imagens a seguir nos mostram Iemanjá com uma coroa sobre a cabeça e um trançado de pérolas cobrindo-lhe o rosto. Isto ocorre, pois como ela é uma rainha, sua face precisa ser preservada e mostrada somente em determinados momentos ritualísticos, onde assim os acontecimentos o exigissem















O site http://cccj.webnode.com/products/yemanja esclarece as muitas personalidades deste orixá, informando que:
São 16 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver concenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros. 

- Yemanjá Asdgba ou Soba: É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.
- Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.
- Yemanjá Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.
- Yemanjá Ataramogba ou Iyáku: Vive na espuma da ressaca da maré.
- Yemanjá Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.
- Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.
- Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo: É uma das mais velhas, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.
- Yemanjá Konla: O seu mito conta que ela afoga os pescadores.
- Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo: Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.
- Yemanjá Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.
- Yemanjá Ogunté: Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.
- Yemanjá Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.
- Yemanjá Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.
- Yemanjá Saba: Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.
- Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure: Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.
- Yemanjá Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.


 
Autor: Marco Barcelos. 02/02/2011

Referências Bibliográficas:
Sites visitados, todos em 02/02/2011:


http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-168208260-orixa-iemanja-imagemhttp://cccj.webnode.com/products/yemanja




http://lista.mercadolivre.com.br/Cartaz-imagem-Iemanjá http://estudoreligioso.wordpress.com/fotos/iemanja

quarta-feira, 2 de março de 2011

CARNAVAL – O BRASIL QUER FESTEJAR


O carnaval é sem dúvida a festa de maior expressão no Brasil. E as escolas de samba dão um colorido todo especial a esta festividade.

A primeira escola de samba do Brasil surgiu em 12 de agosto de 1928, tendo por nome “deixa falar”. Anos mais tarde seu nome foi modificado para Estácio de Sá. A partir de então foram surgindo outras escolas de samba no Rio de Janeiro e Também em São Paulo. Hoje em dia as escolas de samba fazem, grandes desfiles, organizadas em Ligas de Escolas de Samba, e são avaliados alguns quesitos como organização, figurino, tempo de desfile, etc. (http://www.brasilescola.com Em 27/02/2011)

O site http://www.miniweb.com.br/cidadania/dicas/carnaval.html informa que: “Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, ‘o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto". (http://www.miniweb.com.br/cidadania/dicas/carnaval.html Em 27/02/2011)





As Escolas de Samba inovam a cada ano trazendo figurinos, carros alegóricos cada vez mais belos e criativos. Os sambas enredo, (cada ano compõe-se um novo para cada escola), falam, principalmente, da cultura popular brasileira, mas também vão além fronteiras contando história de países, homenageando outros deles sempre com a irreverência e criatividade que são peculiares do povo brasileiro.
           
            Não bastassem todas as prerrogativas já citadas, o colorido ditado palas escolas de samba na avenida, são uma mostra da proporcionalidade que os desfiles tem, evidenciando nossa diversificada cultura, que é fruto da miscigenação de diversas etnias, mas que se igualam quando o assunto é carnaval.

















          



  Seres mitológicos, entidades, personalidades, países, culturas, basta um tema e um pedaço de papel para que os muitos contadores de história/estória façam com que uma fábrica de sonhos ganhe vida. Através de sambas enredo, passamos a conhecer fatos, lendas, mitos de lugares e tempos diferentes, tempos que talvez não tenham sido vividos, mas contados com tanta veracidade que acaba tornando-se verdade, ou até mesmo vivido e contado com tanta riqueza de detalhes através das letras, das alegorias, das fantasias, e estes elementos misturados num mundo de magia nos transporta para dentro desta história, onde acabamos fazendo parte dela. Isto é o carnaval...


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

(http://www.brasilescola.com visitado em 27/02/2011.)




                                               Autores: Alexandre Silva e Marco Barcelos. 28/02/2011.